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INCÊNDIO DE MONCHIQUE: RELATÓRIO INDEPENDENTE DEMOLIDOR: PARA APURAR RESPONSABILIDADES

INCÊNDIO DE MONCHIQUE: RELATÓRIO INDEPENDENTE DEMOLIDOR: PARA APURAR RESPONSABILIDADES

População quer medidas urgentes e de  fundo; ALGFUTURO aponta bases, com população de 5800 para 10000, em dez anos

1. O Relatório do Observatório Técnico Independente (funcionando no âmbito do Parlamento), no geral é profundo, salientando na análise conclusiva a extrema gravidade das ocorrências e eventuais ilícitos no antes, durante e depois do incêndio, sendo uma “catástrofe anunciada”  como refere o Relatório.Pela tristeza, traumas e prejuízos, ao conhecer o Relatório, a população acha-se no direito de requerer que sejam apuradas responsabilidades, pelo que a ALGFUTURO-UNIÃO EMPRESARIAL DO ALGARVE, vai fazer hoje uma diligência junto de S. Exa o Presidente da Assembleia da República para se apurar o que já foi, ou vai ser, feito nesse sentido. Naturalmente, todas as partes deverão ser ouvidas.
É muito urgente a recuperação das casas o Governo apoiar a retirada da massa combustível.
2. O INCÊNDIO, segundo o Relatório.
RADIOGRAFIA : área ardida-27.154 ha; duração– 3 a 10 agosto 2018; meios humanos– 30055; meios terrestres-.855; meios aéreos.-28; prejuízos– muito elevados( não estimados no Relatório ), pelos nossos cálculos de dezenas de milhões, considerando os anos necessários para recuperar a produção de madeira e medronho.
O antes-A situação era de “catástrofe anunciada” e não foi por falta de avisos técnicos que não se planeou tudo com antecedência.Conforme estudos e informações da Universidade de Lisboa, IPMA e chamadas de atenção para o tipo de ocupações dominantes, continuidade e quantidade de combustível acumulado, tudo apontava para a probabilidade e elevado risco ” de um mega incêndio”( expressão do Relatório). Acresciam as zonas fora de visão dos pontos de vigia e incerteza de cobertura em terra. Ainda por explicar, porque foram os meios aéreos abastecer em Beja em vez de Portimão, com graves inconvenientes.
Ainda não é conhecida oficialmente a causa do incêndio.
O durante– Após a deflagração do incêndio as ineficácias foram muitas, com poucos Briefings Operacionais de coordenação, informações importantes não utilizadas e não tendo sido aproveitadas duas oportunidades para controlar o incêndio, refere o Relatório. Ainda, deficiências nas operações de rescaldo e consolidação, reclamando a Comissão uma auditoria externa para apurar responsabilidades.
Problemas de meios não houve.
O depois-O Relatório apresenta alguma fragilidade não desenvolvendo nem fundamentando as matérias, nomeadamente, quanto ao apuramento das causas que levaram ao falhanço da aplicação das medidas necessárias e urgentes após o incêndio definidas pelo ICNF. Diz que as verbas foram significativas, em certa contradição, mas não descreve as causas de natureza burocrática e/ou de valores legalmente estabelecidas para os trabalhos e desajustados por defeito face aos preços de mercado.
3. PRINCÍPIOS DE FUNDO PARA REVITALIZAR: atividades próprias e sinergias com o Barlavento turístico
Relembra-se que a ALGFUTURO conjuntamente com a ASPAFLOBAL, e  Associações dos Produtores de Medronho, mel, citrinos, ,estrangeiros residentes, tem acompanhado o assunto desde o início com múltiplas iniciativas, pugnando por medidas imediatas e de fundo, nomeadamente uma fundamental ainda por executar, que é a urgente retirada da massa combustível, com apoio aos produtores( sem benefícios para estes) mas independentemente das espécies, prestando serviço público de prevenção a novos incêndios e criando condições para retomar as explorações.
Aguardámos pela saída do Relatório desta entidade e apresentamos agora alguns princípios orientadores de revitalização estrutural.
Garantidas as medidas de salvaguarda e um adequado equilíbrio das espécies, a floresta continuará a ser a atividade principal e o pulmão verde do Algarve.
Os indicadores de envelhecimento, taxa bruta de mortalidade e quebra de residentes são preocupantes, bem como  o fraco dinamismo empresarial( exceção feita a alguns grandes grupos). podendo a sua revitalização girar em torno de : aumento do número de residentes/atração de empresas, em especial altas tecnologias e energias limpas( um parque empresarial de excelência deve merecer prioridade) /dinamização de atividades e produções locais/turismo/ Cultura/ambiente/Natureza.
No modelo ensaiado pela ALGFUTURO,  aumentar a população  de 5200 para 10000 habitantes, a dez anos, é ambicioso mas possível, naturalmente num plano integrado de ações.para alojamento de fixados no Concelho  e trabalhando noutros Concelhos,dinamizando o arrendamento de casas devolutas,, núcleos  dispersos com acessos de saúde, cultura, desporto ,educação, etc As habitações serão de privados, a custos controlados e outras modalidades, .
As verbas para um Programa forte, além da autarquia, serão sobretudo provenientes de Contratos-Programa com o Governo e fundos comunitários, sendo a base o atual PDM e alterações a negociar na sua revisão.
Melhores cumprimentos
A Comissão Executiva da ALGFUTURO

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