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ROUBOS DE CITRINOS NO ALGARVE DE CERCA DE TRÊS MILHÕES EUROS GERAM PÂNICO E EXIGEM OPERAÇÃO DE ENVERGADURA

ROUBOS DE CITRINOS NO ALGARVE DE CERCA DE TRÊS MILHÕES EUROS GERAM PÂNICO E EXIGEM OPERAÇÃO DE ENVERGADURA

-Criar Unidade de Intervenção Integtada, para desmantelar as associações criminosas, capturar e prender os cabecilhas e proibir a venda ambulante de citrinos (imagens)

Perante o disparar dos roubos de citrinos nos pomares, sobretudo na última campanha, criou-se um ambiente de pânico de consequências perigosas que tanto no plano do Estado de Direito Democrático como dos produtores, tem que ser travado. Lembra-se que o Algarve representa 90% do país na produção de citrinos consumidos em fresco e  que os privados com apoios públicos têm investido muitos milhões de euros na modernização do setor.
Por isso, depois de já ter levantado a questão na Cerimónia de Comemoração do 1º Aniversário, a Associação empresarial Algfuturo, certa do bom acolhimento pelas entidades competentes, face à dimensão do flagelo e com informações que sustentam a presunção de se tratar de associações criminosas portuguesas e espanholas a operar em todo o Algarve, com citrinos roubados que já rondam os três milhões a preço de mercado, considera que tem de ser desencadeada pelas autoridades uma operação de grande envergadura já para a próxima campanha a iniciar em outubro. Têm que ser desmanteladas as redes e capturados e presos os cabecilhas.
É opinião da Algfuturo que se justifica a criação de uma Unidade Regional Integrada de Intervenção, com reforço e coordenação de meios de deteção, dissuasão, captura dos ladrões, investigação e controlo de circulação no Algarve e em cooperação com as autoridades espanholas,mas caberá a quem de direito decidir o modelo operacional que acharem melhor. Regista-se a disponibilidade das entidades oficiais até agora,com os meios disponíveis, mas com resultados insuficientes face à dimensão do problema e sistemática libertação dos ladrões, mesmo quando apanhados em flagrante delito.
Por outro lado, perante a proliferação da venda ambulante de citrinos (com muita dessa fruta roubada) e desqualificação do produto com venda a “saldo” e sem o mínimo de condições de imagem exigida perante portugueses e estrangeiros (ver imagens) a um produto reconhecido com Indicação Geográfica Protegida, a que acrescem perigos para a saúde por pesticidas com a toxicidade ativa, é urgente desencadear mecanismos legais e regulamentares para proibição da venda ambulante de citrinos.
O alarme é maior porque, como foi apurado nos contactos e  profundo levantamento feito pela Algfuturo junto do setor, não se está perante o pequeno roubo individual (que também não se poderia tolerar), mas perante redes criminosas com esquemas sofisticados que controlam os movimentos das autoridades e proprietários e cobrem todo o circuito fraudulento: apanha nos pomares; transporte; embalamento; distribuição com venda organizada para comércio, restauração e venda ambulante,etc.
Além dos prejuízos expostos, acrescem a concorrência desleal e a fuga aos impostos.
Cumprimentos

A Comissão Executiva da Associação Algfuturo

 

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