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PARA EVITAR DRAMAS,TRAVAR “INVASÃO” PELA AQUACULTURA  DAS ZONAS DE PESCA ARTESANAL DO SOTAVENTO

PARA EVITAR DRAMAS,TRAVAR “INVASÃO” PELA AQUACULTURA DAS ZONAS DE PESCA ARTESANAL DO SOTAVENTO

Entidades oficiais têm de fazer justiça relocalizando as APA(s), ouvindo as propostas sensatas das Associações de pescadores

Na primeira reunião da Direção após a posse ,na análise da economia e vida empresarial mereceu especial atenção a eventual exploração de petróleo no Algarve, reiterando-se a frontal discordância pelos impactos ambientais e potencial destruição de quase todo o tecido económico e social ligado ao turismo e às pescas.
Outra situação muito grave  que mereceu detalhada análise, foi a “invasão” pela aquacultura em mar aberto das zonas de pesca tradicional que, com cobertura legal, põe em risco dramático a pesca artesanal( e suas apreciadas espécies), os núcleos piscatórios do Sotavento algarvio e também o turismo e a dieta mediterrânica.Tudo se tem vindo a conjugar pelo pior para os homens do mar em Olhão, Culatra, Fuzeta, S.ta Luzia, Tavira,Cabanas, Altura, Manta Rota e  Monte Gordo:APA(s) (Áreas de Produção Aquícola) da Armona e V.Real/Tavira; duas armações de atum; um acordo de pescas fronteiriço ruinoso para a pesca artesanal algarvia;barras assoreadas e portos sem condições mínimas de segurança; praga do mexilhão provocada pela APA da Armona; etc.Estão envolvidas cerca de 300 embarcações e milhares de pessoas direta e indiretamente e pescado no valor de muitos milhões de euros.
Os fundadores da União e agora os seus dirigentes, desde há muito que acompanham e batalham por esta causa, com estudos e reuniões na Culatra, Fuzeta, Tavira e Monte Gordo, compreendendo e sendo solidários com o pânico e revolta dos pescadores, porque vêm o futuro em risco e porque têm sido desrespeitados pelos organismos das pescas, decidindo tudo nas suas costas.
Na APA da Armona, criada em 2008, os pescadores não foram ouvidos e tudo o que têm proposto tem sido recusado.
No caso da APA de Vila Real/Tavira, criada em 2014, a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos(pescas) promoveu em 9 de abril do ano passado um debate em Vila Real para ouvirem sensibilidades e contributos, como dissseram, e comprometendo-se a considerar as propostas dos pescadores.As Associações fizeram de imediato uma fundamentada proposta conjunta mas, numa conduta inaceitável, ainda não obtiveram qualquer resposta.
Tanto num caso como noutro, porque é justo, a única solução é as entidades oficiais ouvirem os pescadores e suas propostas equilibradas para relocalização das APA(s), salvaguardando dessa forma o interesse público, a economia regional, os legítimos interesses e direitos dos pescadores e o incremento responsável da aquacultura respeitando os autóctones.É de ter em conta e  de salientar que a posição que as Associações da pesca e a Algfuturo defendem merece concordância unânime dos Presidentes de Câmara envolvidos, Deputados e população em geral. E será que Lisboa continua por diante sem respeitar ninguém ? Não queremos acreditar !

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